Guia prático

Quanto cobrar para tocar em um evento: como montar seu cachê.

"Quanto você cobra?" é a pergunta que mais trava o músico que vive de evento. Cobrar pouco vira prejuízo disfarçado de agenda cheia; cobrar no chute perde o cliente ou deixa dinheiro na mesa. A boa notícia é que existe um método simples: some tudo que o evento realmente custa, some o seu trabalho invisível, adicione margem e ajuste ao mercado. Este guia mostra como.

O erro que faz o evento dar prejuízo

O erro mais comum é precificar olhando só para o cachê dos músicos. O cliente pede um quarteto, você soma o valor dos quatro, coloca um pouco em cima e fecha. O que fica de fora? Ensaio, preparação de partituras, deslocamento, o tempo que você gastou negociando e produzindo, e o custo de manter o próprio negócio de pé. Tudo isso é trabalho, e trabalho não pago é prejuízo.

Some os custos diretos

São os gastos que existem por causa daquele evento específico. Se o evento não acontecer, eles somem:

  • Cachê de cada músico contratado para tocar naquele evento;
  • Deslocamento da equipe (combustível, pedágio, aplicativo, estacionamento);
  • Alimentação, quando o evento é longo ou distante;
  • Equipamento alugado pontualmente (som, cadeiras, estantes extras).

O tempo invisível que ninguém cobra

Este é o bloco esquecido, e o que mais corrói a margem. Todo evento tem horas de trabalho que acontecem longe do palco:

  • Ensaio e preparação do repertório;
  • Preparação e envio de partituras para cada músico;
  • Produção: negociação com o cliente, contrato, logística do dia;
  • Montagem e desmontagem no local.

Não precisa listar cada hora dessas no orçamento do cliente. Mas você precisa considerá-las no seu cálculo interno, senão está trabalhando de graça em metade do serviço.

Custos fixos, impostos e margem

Além do evento em si, o negócio tem despesas que existem todo mês: site, sistema de gestão, contador, telefone, marketing. Rateie uma fração dessas despesas em cada evento. Some os impostos conforme o seu regime (MEI, Simples) e, por fim, adicione a margem de lucro: o que remunera você como dono do negócio, separado do que você recebe como músico que toca no evento.

Exemplo prático de cálculo

Um quarteto de cordas para uma cerimônia, valores ilustrativos para você adaptar à sua realidade:

ItemValor
3 músicos contratados (cachê)R$ 1.200
Deslocamento e alimentaçãoR$ 200
Tempo invisível (ensaio, partituras, produção)R$ 400
Custos fixos rateados + impostosR$ 300
Margem de lucro do negócioR$ 500
Valor sugerido ao clienteR$ 2.600

Repare que o dono também toca e recebe cachê como qualquer músico, mas isso entra separado da margem do negócio. Misturar as duas coisas é a raiz do próximo tópico.

Como saber se deu lucro de verdade

Quando o dono lança o próprio cachê como "despesa" do evento, o lucro aparece menor do que é, ou some. Quando não separa nada, o lucro parece maior do que é. Os dois erros levam a decisões ruins de preço. A conta certa separa operação (receita menos custos e músicos contratados) de remuneração do sócio (o cachê de quem é dono e também toca).

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Rentabilidade por evento, com o sócio no lugar certo.

O Regenti calcula a rentabilidade de cada evento separando o cachê do sócio (remuneração) do custo dos músicos contratados. Você enxerga o lucro real, não o número distorcido da planilha.

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Como montar seu cachê, passo a passo

  1. Some os custos diretosCachê dos músicos, deslocamento, alimentação e equipamento alugado para aquele evento.
  2. Inclua o tempo invisívelEnsaio, partituras, produção e montagem, as horas que acontecem fora do palco.
  3. Adicione custos fixos e impostosRateie as despesas do negócio e considere seu regime tributário.
  4. Defina sua margemO valor que remunera você como dono, separado do cachê de quem toca.
  5. Ajuste ao mercadoCompare com a sua região e o porte do evento, e posicione conforme sua experiência.

Perguntas frequentes

Como saber quanto cobrar para tocar em um casamento?

Some os custos diretos (músicos, deslocamento, alimentação, equipamento), o tempo invisível (ensaio, partituras, produção), os custos fixos rateados e os impostos. Aplique sua margem de lucro e ajuste ao valor de mercado da sua região e ao porte do evento.

Devo cobrar por músico ou um valor fechado?

Calcule por dentro (custo por músico mais estrutura e margem) e apresente ao cliente um valor fechado por formação. Facilita a decisão dele e protege sua margem.

Preciso cobrar pelo ensaio?

Sim, ainda que embutido no valor. Ensaio, partituras e deslocamento são horas reais de trabalho. Ignorá-los é a causa mais comum de um evento parecer lucrativo e dar prejuízo.

Como saber se o evento realmente deu lucro?

Separe a remuneração do dono (que também toca) do custo dos músicos contratados. Quando o dono lança o próprio cachê como despesa, o lucro fica distorcido. O Regenti Eventos faz essa separação automaticamente.

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